"Numa tarde quente eu fui me embora de Brasília
Num submarino do lago Paranoá
Quero ser estrela lá no Rio de Janeiro
namorando Madalena na beira do mar
Qualquer dia, mãe, você vai ter uma surpresa
Vendo na TV meu peito quase arrebentar
Quero ser estrela lá no Rio de Janeiro
namorando Madalena na beira do mar
Quem quiser que faça o velho jogo da política
Na sifilítica maneira de pensar
Quero ser estrela lá no Rio de Janeiro
namorando Madalena na beira do mar
Eu tenho o coração vermelho
E o que eu canto é o espelho do que se passa por lá"
Para quantas Palomas Oswaldo escreveu essa música?
Minha irmã cantarolar essas letras nos meus tempos de criança era puro pressentimento.
Poderia de uma canção nascer minha paixão pelo Rio?
O melhor de tudo é conhecer Madalena, um peixe de pele morena vinda do outro lado do mar.
Sentirei saudades do beijo que ficou no ar.
Neste porto ainda ei ancorar outra vez. Rio, a correnteza me leva pra outro mar, num mar onde o frio não perdoa a fadiga dos músculos.
Meu lugar é o que ocupo.
Lago, Lagoas, Rios, chuvas e mares. Quando durmo é pra lá que eu vou.
Eu sou de água sim, demasiamente aquática.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Quarta-feira de cinzas
Não era mais preciso que teu corpo parasse sobre o meu naquele minuto de tarde que o mundo novamente deveria de fazer eterno
preferia congelar a sensação do que agora era passado e ter comigo sempre presente o único forte rasgo de um grito
que os tantos móveis escondidos pelo quarto transformaram em silencio mas que era todo cheio de sabores, da saliva à carne de tua boca
não que eu não quisesse sentir novamente o peso da tua lingua
ou que não fosse por demais divino teus olhos mirando o meu umbigo
era por medo que o hoje não se tornasse ontem
e que sob a luz do dia fosse deveras nítido a sobriedade do teu corpo
pois uma vez ardida a água que desce pelas entranhas do teu estomago
teus lábios sobre os meus tem outro tremor, e meu gozo não é mais só meu
agora eu sei qual a verdadeira cor da manhã de uma quarta-feira de cinzas
é do verde de um olhar embriagado de beijos, sem perceber que já terminara o carnaval
onde os corpos ainda respiram grande, intensos, suados, aguardados pelo mar
é rosa quando os meus seios na tua mão encontram o desejo tansfigurado em ternura
porque ainda que me deixe nua num único gozo arrancado entre anos
lembrarei com um sorriso doce, o vôo rasante e ameaçador das tuas penas brancas
Se você fosse um homem, eu estaria grávida, como não, estou grávida de amor
de amor pelo desejo de amor.
preferia congelar a sensação do que agora era passado e ter comigo sempre presente o único forte rasgo de um grito
que os tantos móveis escondidos pelo quarto transformaram em silencio mas que era todo cheio de sabores, da saliva à carne de tua boca
não que eu não quisesse sentir novamente o peso da tua lingua
ou que não fosse por demais divino teus olhos mirando o meu umbigo
era por medo que o hoje não se tornasse ontem
e que sob a luz do dia fosse deveras nítido a sobriedade do teu corpo
pois uma vez ardida a água que desce pelas entranhas do teu estomago
teus lábios sobre os meus tem outro tremor, e meu gozo não é mais só meu
agora eu sei qual a verdadeira cor da manhã de uma quarta-feira de cinzas
é do verde de um olhar embriagado de beijos, sem perceber que já terminara o carnaval
onde os corpos ainda respiram grande, intensos, suados, aguardados pelo mar
é rosa quando os meus seios na tua mão encontram o desejo tansfigurado em ternura
porque ainda que me deixe nua num único gozo arrancado entre anos
lembrarei com um sorriso doce, o vôo rasante e ameaçador das tuas penas brancas
Se você fosse um homem, eu estaria grávida, como não, estou grávida de amor
de amor pelo desejo de amor.
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