quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Tchau São Paulo
Descobri que são paulo me (re)tira das experiências terrenas, da carne, do corpo e da alma, e consequentemente das paixões. Uma camada de poluição me entope as narinas e não é possível sentir a fragância linda do amor. Estou enclausurada, vivendo comigo mesma. Eu me amo! E por isso ainda é possível viver. Sou o que como, e até o alimento que me serve a mesa corrói meu corpo. O céu da manhã não tem azul, é descolorido como a morte. E fico imersa num sonho sem sono até as 11 da matina pra não pensar na minha própria morte. Quando saio de casa não visto calças, prefiro que minhas pernas respirem, mesmo que frio, o último ar que esta terra pode me dar.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Aquarela viva
A arte quando se materializa não pertence mais ao artista. Ela agora é do mundo, e seria injusto guardá-la numa gaveta. Quando a obra de arte chega em mim, é possível que ela me sobreponha, transformando meu ser em vários aspectos. Conceitos, valores, físico, emocional, espiritual.
A arte é capaz de mudar o sujeito. Sua energia precisa de matéria para que ela seja propagada, e seu encontro com minha consciencia é como uma relação de amor, é como o sexo.
Um contato tão íntimo capaz de percorrer minhas entranhas e mudar a física do meu corpo.
Assisti recentemente uma entrevista do Toquinho, e nela o repórter afirmava que na música aquarela, "descolorir" significa morrer. A música se tornou muito mais linda, e ultrapassei seu estágio infantil de cores e imagens bonitas. A morte, por mais que não tenha cores, se tornou uma passagem maravilhosa, de um mundo lindo para um não-mundo. Reafirma minha visão de que o paraíso é aqui.
Toquinho e sua arte iluminaram mais um caminho, e o som da sua música e as palavras de sua poesia é a matéria que chega até mim, me transforma e transcende.
A arte é capaz de mudar o sujeito. Sua energia precisa de matéria para que ela seja propagada, e seu encontro com minha consciencia é como uma relação de amor, é como o sexo.
Um contato tão íntimo capaz de percorrer minhas entranhas e mudar a física do meu corpo.
Assisti recentemente uma entrevista do Toquinho, e nela o repórter afirmava que na música aquarela, "descolorir" significa morrer. A música se tornou muito mais linda, e ultrapassei seu estágio infantil de cores e imagens bonitas. A morte, por mais que não tenha cores, se tornou uma passagem maravilhosa, de um mundo lindo para um não-mundo. Reafirma minha visão de que o paraíso é aqui.
Toquinho e sua arte iluminaram mais um caminho, e o som da sua música e as palavras de sua poesia é a matéria que chega até mim, me transforma e transcende.
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