quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Tchau São Paulo

Descobri que são paulo me (re)tira das experiências terrenas, da carne, do corpo e da alma, e consequentemente das paixões. Uma camada de poluição me entope as narinas e não é possível sentir a fragância linda do amor. Estou enclausurada, vivendo comigo mesma. Eu me amo! E por isso ainda é possível viver. Sou o que como, e até o alimento que me serve a mesa corrói meu corpo. O céu da manhã não tem azul, é descolorido como a morte. E fico imersa num sonho sem sono até as 11 da matina pra não pensar na minha própria morte. Quando saio de casa não visto calças, prefiro que minhas pernas respirem, mesmo que frio, o último ar que esta terra pode me dar.

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