Estou no Rio à mar, de janeiro a janeiro, à lugar,
de quem precisa mesmo eleger o amor às razões de estar, estou no rio à amar...
por isso, até quando, por enquanto vou nadando
em favor da correnteza, em favor da minha certeza
Tô indo de encontro, do morro até as águas
do Pão até a baía, do Cristo até a lagoa
que a natureza não perdoa
pela demora do mergulho, pela demora do saltar
Salto sem destino, sem as asas, sem as penas
com a força das minhas mãos pra aguentar o baque solto do rojão
do tambor e da criola, do samba e das louras
de ver o mundo diferente quando se planta bananeira
de ver o mundo diferente quando se beija madalena
Tô no Rio, tô dançando, com a maré de peixe grande
Nos telhados, com os gatos, no miado e no gingado
Tô falando, tô querendo, só me falta a coisa linda
carioca ou viajante, mas que seja minha amante
pode ser amarelinha, pode ser até de lima
mas que seja de amar, de leveza e de pular
Vou mundando por aqui até achar pedaços de mim
pedaços de amor, pedaços de dor, pedaços de flor
pedaços sem fim, yang, yin, que de tudo tem por aí
que de tudo tem por aqui, que de tudo tem que tem que tem que tem...
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